Janaína Orth
 

O AVESTRUZ

O Avestruz, cientificamente conhecido como “Struthio camellus austrais”, é originário da África (Namímbia, Botswana, África do Sul), pertence a classe das aves e ao grupo das ratitas (aves não voadoras).

É a maior ave do mundo e tem no pescoço muita flexibilidade, tanto para o pastejo quanto no ato de vigia.

Tem na locomoção seu maior aliado, corre apoiado sobre a ponta dos dedos a uma velocidade de até 50 Km/h, por até 30 minutos e em corridas curtas, atingem 70 Km/h, com passadas de 3 a 5metros.

A criação racional de avestruzes, chamada estrutiocultura, nasceu na África do Sul há cerca de 130 anos tendo como objetivo a produção e venda de plumas. A Europa se enquadra como a maior consumidora de produtos e derivados do avestruz devido ao mercado de vestuários finos. O mercado de couro e da carne iniciou-se tempos mais tarde, com a demanda pela qualidade desses produtos e difundiu-se em outros continentes. O Brasil é considerado pela comunidade da estrutiocultura mundial, devido às condições climáticas favoráveis, como o país de maior potencial em criação de avestruzes.

A ESTRUTIOCULTURA NO BRASIL

Conforme dados da Associação de Criadores de Avestruzes do Brasil (ACAB), a estrutiocultura iniciou aqui há 8 anos, com a importação dos primeiros reprodutores e matrizes originários dos Estados Unidos e dos países do sul da África, como Namímbia e África do Sul. Por ser um agronegócio recente no país, atualmente, o Brasil ainda encontra-se na fase de formação de plantel, sendo quase todo volume de animais negociados correspondente a comercialização de matrizes. No entanto, a atividade já é reconhecida como agronegócio promissor, prova disso é a evolução do plantel que cresceu visivelmente: em 1996 o número de aves era estimado em 200, hoje é de aproximadamente 120 mil aves.